Filme 'Uma Mulher Comum' será exibido nesta sexta (26), a partir das 19h; haverá debate com especialistas após o filme
Neste sábado (28), países da América Latina e Caribe celebram o Dia pela Legalização do Aborto com mobilizações populares, debates públicos e ações culturais. Em Brasília, organizações feministas do Distrito Federal, exibem nesta sexta-feira (26), às 19h, o filme Uma Mulher Comum, que conta a história de uma brasileira que foi até a Argentina para ter o acesso ao aborto legal. A sessão será realizada na sede do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes), no Setor Comercial Sul.
A sessão é gratuita e aberta ao público e será seguida de um debate com Annie Schmaltz Hsiou do Andes, Karine Rodrigues da Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) e Gabriela Rondon da Anis – Instituto de Bioética, com moderação de Emily Bandeira da Mostra Cinema Arruda.
Dirigido por Debora Diniz, reconhecida por obras como Uma História Severina e Solitário Anônimo, o filme Uma Mulher Comum acompanha a história de Scarleth, uma mulher casada e mãe de três filhos, que viaja da periferia brasileira até Buenos Aires em busca de um aborto seguro, possível graças à legalização no país vizinho desde 2021.
A narrativa mostra não apenas a jornada física, mas o caminho de solidariedade e empoderamento feminino que Scarleth encontra ao cruzar fronteiras. Ao seu lado, sua mãe testemunha uma realidade onde os direitos reprodutivos são respeitados e protegidos pelo Estado.
A exibição do filme integra a campanha Nem Presa Nem Morta, que atua na defesa dos direitos reprodutivos e na denúncia da criminalização do aborto no Brasil. A produção é resultado de uma parceria entre o Anis Instituto de Bioética, o Instituto Cravinas e o Projeto Vivas, com distribuição independente e apoio de movimentos de mulheres locais.