Ódio nas redes sociais

nov 17, 2015 @ 17:18|Vozes|

A página “Orgulho de ser Hétero” foi desativada do Facebook depois de denúncias por conteúdo ofensivo. Páginas feministas caíram em seguida, diz-se até que em retaliação. A atriz Taís Araújo sofreu ataques racistas na mesma rede social e acionou a polícia. A blogueira feminista Lola Aronovich foi alvo de uma grosseira campanha de difamação liderada por quem tem tempo de sobra e argumentos de menos para debater com ela.

A matança de mulheres negras

nov 17, 2015 @ 14:37|arquivo, notícia|

Texto publicado no portal Justificando   Os matadores são conhecidos, maridos ou namorados, atuais ou antigos. Elas são mulheres comuns, morrem pelos vínculos de afeto e conjugalidade. Ser mulher é correr perigo em endereço conhecido — mais da metade das mulheres morreu em casa, diz o Mapa da Violência em 2015. Os números são assustadores [...]

Violência contra mulheres negras

nov 14, 2015 @ 17:21|Vozes|

No próximo 18 de novembro, acontecerá em Brasília a Marcha Nacional das Mulheres Negras, que se reunirão nas ruas para fortalecer a luta pela equidade sociorracial e de gênero. O chamado da marcha não deixa dúvidas: é contra o racismo e a violência e pelo bem viver. A marcha nos chama à responsabilidade pelo racismo que reproduzimos cotidianamente, pela violência que dizima e encarcera a população negra, pela subalternização que impõe barreiras à participação igualitária de mulheres negras no mundo do trabalho e nos espaços de poder e tomada de decisões no país.

Patroas e babás

ago 20, 2015 @ 16:33|Vozes|

Uma apresentadora de tevê branca e loira compartilha uma foto de suas babás negras. A apresentadora elogia as roupas das moças — “descoladas” foi sua palavra. De quebra, elogia a si mesma na estética e nas regras da casa, pois, como patroa, não exige que as moças usem uniforme branco. O que há de errado com uma foto bem-intencionada, tão parecida com outras formas de vida em espetáculo nas redes sociais? Com a foto em si, talvez nada. As moças sorriem, parecem concordar com o clique. É do lado de cá, de quem admira a foto, que a complicação começa. Imagens não são interpretadas no vazio — atraem outras imagens que direcionam o olhar. E o que a foto atrai? Nosso recente passado de sinhás cordiais com escravas negras, nosso presente de hierarquia racial, em que muitas são as babás negras e poucas as modelos negras. A foto feliz nos perturba ao lembrar a desigualdade racista que não temos direito de esquecer, e que nossas boas intenções, sozinhas, não fazem sumir.

Bernardino

jul 13, 2015 @ 16:23|Vozes|

Em um minidocumentário recente, a Agência Senado contou a história do menino Bernardino, que engraxava sapatos no Rio de Janeiro nos anos 1920. Em 1926, Bernardino jogou tinta na calça de um cliente que se recusou a pagar pelas botinas engraxadas. Por causa da ousadia, o menino de 12 anos, negro e pobre, foi mandado para a cadeia por um mês. Lá, foi violentado e espancado por vinte homens.

A bicicleta e a faca

jun 26, 2015 @ 20:42|Vozes|

Ele é um menino. Uma quase criança, ou um quase adulto. Mas se fez de bandido: com uma faca, matou o médico Jaime Gold. Jaime morreu: teve um fim brutal e imerecido. Sofremos pela vítima, e precisamos nos perguntar — por que isso acontece?

Racismo

maio 11, 2015 @ 20:39|Vozes|

Ela trocou a foto do Facebook — escolheu uma em que estava sorridente. “Macaca” e “escrava” foram alguns dos comentários sobre a imagem. Os xingamentos foram de pessoas desconhecidas, bastava a imagem de uma mulher negra feliz.

Verônica

abr 13, 2015 @ 20:21|Vozes|

Imagens de um corpo negro, seminu e com marcas de violência brutal circularam pela internet nessas últimas semanas O corpo é de Verônica Bolina, travesti e negra. Detida pela polícia de São Paulo, Verônica não foi apenas contida ou agredida, foi desfigurada. A singularidade da violência sofrida por ela tem que nos provocar: estamos falando de uma discriminação específica, que violenta e mata pessoas trans. Estamos falando de transfobia.

Feminicídio

mar 27, 2015 @ 19:54|Vozes|

Feminicídio é uma nova lei que dá nome e castigo à matança de mulheres pelo gênero. O nome muda para tentar alterar formas de silêncio e esconderijo. Uma mulher morta pelo marido ou namorado é uma história de horror — provoca-nos luto e raiva. Só temos dúvidas se o melhor caminho para proteger as mulheres da matança é mesmo um novo tipo penal. Confira o falatório da semana.

Mulheres presas

mar 20, 2015 @ 20:03|Vozes|

Já somos o quarto país do mundo em população carcerária. Nesse universo, as mulheres crescem, mas são esquecidas. No presídio da capital, elas mostraram quem são — pobres, negras, pouco escolarizadas, com trabalhos periféricos. Entram nos presídios por infração à Lei Antidrogas, ou por "maconha com pamonha", contou-nos uma delas. Mas há outra surpresa: uma em cada quatro das mulheres sentenciadas em regime fechado passou por medidas socioeducativas de internação na adolescência.