Por que falar de gênero nas escolas?

jul 22, 2016 @ 13:17|imprensa, notícia|

O debate sobre a importância da discussão de gênero nas escolas já é figurinha repetida em nossa página do Facebook. E não nos cansaremos de repetir: falar de gênero na escola é exercitar a cidadania para o reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres. Acreditamos que pouco importa se nascemos em um corpo sexado fêmea ou macho: temos o direito de habitar nossos corpos como desejarmos sem medo de violência e discriminação.

Considerações sobre o que chamam de ‘ideologia de gênero’

jul 22, 2016 @ 13:11|imprensa, notícia|

Terry Eagleton é um crítico literário inglês. Bem-humorado e irônico, tem, entre suas criações, a frase "ideologia é como mau hálito, só o outro tem". Passear pelas conversas sobre gênero, sexualidade, escola sem partido, religião nas escolas é enfrentar acusações de ideologia.

Discutir gênero não tem nada a ver com “apologia gayzista”

jul 19, 2016 @ 13:28|imprensa, notícia|

Não há nada disso de uma “apologia” nas discussões do gênero, como alguns insistem em repetir equivocadamente. Há apenas conversa e entendimento de que existem diferenças de existência no mundo que devem ser respeitadas.

Precisamos falar sobre gênero

jul 18, 2016 @ 13:43|imprensa, notícia|

“Precisamos falar sobre gênero” é quase um slogan do blog Vozes da Igualdade. A violência, a discriminação e a desigualdade vividas por mulheres, pessoas LGBT e outras minorias nos indignam e mobilizam. Falar sobre gênero nas escolas, nas práticas institucionais, no enquadramento de notícias e nas políticas públicas é uma de nossas demandas por transformação.

‘Quem manda aqui?’: Paulina Chiziane é mais do que uma mulher negra escritora de Moçambique

jul 14, 2016 @ 19:46|imprensa, notícia|

Paulina Chiziane é mais do que uma mulher negra escritora de Moçambique. Quero assim sem vírgulas na descrição de quem quer que ela seja. Não cabe isso de identidades do mundo - ela é Pauline Chiziane, a primeira contadora de história com direito à livro com assinatura própria em Moçambique. Ela também já renunciou aos variados títulos que lhe concederam: feminista tradicionalista espiritista romancista. Recentemente, anunciou: "Não volto a escrever. Basta!". Se fosse branca ou homem, diz ela, "diriam que Paulina é uma grande antropóloga".

E se o menino fosse seu filho?

jul 4, 2016 @ 19:31|imprensa, notícia|

Em 2015, puxei um plantão na unidade socioeducativa para meninas infratoras no Distrito Federal. Apareci por ali para fazer pesquisa, mas terminei convivendo com gente desconhecida. Fiz amizades de todo jeito; uma delas foi com quem eu antes achava ser gente bandida. As unidades socioeducativas já foram chamadas de reformatório ou Febem; hoje, o nome inventado é cadeia de papel: nem tanto cadeia, mas nem em sonho escola. Conheci todas as meninas, absolutamente todas, que passaram por ali em 2015.

Luiza Brunet e o bilionário bruto

jul 2, 2016 @ 19:24|imprensa, notícia|

Os personagens parecem não caber no roteiro. Uma mulher linda, rica e famosa é vítima de violência doméstica em um apartamento luxuoso de Nova York. Ela é Luiza Brunet. Ele, um bilionário do mercado financeiro, Lírio Albino Parisotto.

Se houve ou não terror em Orlando, não podemos esquecer do horror homofóbico

jun 21, 2016 @ 18:21|imprensa, notícia|

Notícias têm um roteiro de perguntas a responder: o que, quando, onde, quem, como. Ao longo de um domingo de tragédia, as respostas foram se desenrolando: em uma madrugada de festa latina, um atirador invadiu uma casa noturna dedicada a pessoas LGBT em Orlando, Flórida. O homem abriu fogo contra a multidão que se divertia: matou 49 pessoas, feriu outras 53. Foi morto em confronto com a polícia depois de manter pessoas reféns dentro da boate por algumas horas.

Gays querem (e devem) doar sangue

jun 17, 2016 @ 17:49|imprensa, notícia|

Esse é daqueles temas que se fizéssemos uma pesquisa populacional - "você é contra ou a favor de um homem homossexual doar sangue?" - encontraríamos uma avassaladora maioria dizendo "contra, homossexuais não devem doar sangue". O que moveria essas pessoas? Medo e falta de informação; ou, se posso ser mais rude nas palavras, discriminação e ignorância.

O que sabemos sobre Ítalo?

jun 14, 2016 @ 17:37|imprensa, notícia|

Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos, morreu após ser baleado na cabeça por policiais militares em um bairro rico de São Paulo. Junto com outra criança, de 11 anos, ele foi perseguido pela polícia após furtar um carro. Ítalo dirigiu 300 metros, bateu em outros veículos, foi cercado por policiais em carros e motos, houve tiros, e o menino morreu dentro do carro. A PM de São Paulo é matadora.