[vc_row][vc_column width=”1/3″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vcex_navbar menu=”6″ font_weight=””][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O tema da semana é um milagre mundano: o papa Francisco autorizou padres a perdoarem mulheres que abortaram. O perdão tem prazo de validade, de dezembro de 2015 a novembro de 2016. “Milagroso” é o qualificador do nosso espanto diante da decisão do papa, ao afrouxar normas canônicas que determinam excomunhão como resposta ao aborto. E mundana é a política de produção de pecados e perdões, feita de homens decidindo sobre vidas de mulheres.

O perdão católico importa para nós porque pode trazer acolhimento para muitas mulheres religiosas. E importa também pelas razões dadas pelo papa Francisco. Segundo ele, mulheres que abortam “acreditam não ter outro caminho por onde ir”. É verdade: as mulheres que abortam não têm outro caminho, por isso escolhem até mesmo a ilegalidade e a clandestinidade. A igreja católica entendeu isso. Agora falta o Estado laico brasileiro seguir o exemplo e fazer do aborto um caminho seguro para as mulheres.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vcex_social_links social_links=”%5B%7B%22site%22%3A%22youtube%22%2C%22link%22%3A%22https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fchannel%2FUCLEnSx2zVwo3KPpCU5h64_w%22%7D%2C%7B%22site%22%3A%22facebook%22%2C%22link%22%3A%22https%3A%2F%2Fpt-br.facebook.com%2FAnisBioetica%22%7D%2C%7B%22site%22%3A%22twitter%22%2C%22link%22%3A%22https%3A%2F%2Ftwitter.com%2Fanis_bioetica%3Flang%3Dpt%22%7D%5D” style=”minimal-rounded” align=”right” size=”20″ width=”30″ height=”30″][/vc_column][/vc_row]