[vc_row][vc_column width=”1/3″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vcex_navbar menu=”6″ font_weight=””][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Entra novela, sai novela, e seguimos nos perguntando: vai ter beijo lésbico, beijo gay, beijo trans? Independente de quem beija, qualquer beijo é só beijo; o qualificador é uma provocação política sobre as histórias da telinha que decidem parar de fingir que afeto e planos de vida compartilhada só existem dentro da norma heterossexual da vida. A ousadia telenovelística, quando vem, é tímida: bitoca de dois segundos para, quem sabe, lembrar que é preciso haver pessoas variadas na vivência sexual em enredos que se pretendem verossímeis.

O autor Benedito Ruy Barbosa já disse que, em sua próxima novela, não vai ter nada disso, e justificou: “Odeio história de bicha. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho”. A desculpa homofóbica de Barbosa é lamentável, mas a pretensão de se achar educador infantil nos surpreende também. Adoraríamos conversar sobre uma programação de televisão com responsabilidade educativa, mas para isso precisaríamos não confundi-la com uma cartilha de moral hegemônica e discriminatória.

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